MFM Research · Vertical Eleitoral

Research independente
sobre comportamento eleitoral.

Investigamos os padrões longitudinais do voto em Minas Gerais com modelagem quantitativa, tipologias estatísticas e análise espacial. O trabalho aplica rigor metodológico a um objeto historicamente tratado por intuição.

24anos de série histórica
853municípios analisados
~70kseções eleitorais
200M+votos no painel
Linhas de pesquisa

Padrões que emergem quando a série histórica é tratada com rigor.

As visualizações abaixo são representativas das classes de achado que produzimos. Cada uma corresponde a uma linha de investigação em curso.

Mapa de capital orgânico MG
Capital político orgânico

Identificação dos territórios em que o desempenho eleitoral excede sistematicamente o previsto pelo perfil socioeconômico — a assinatura de rede política consolidada.

Pirâmide etária comparativa
Dinâmica demográfica do eleitorado

Reestruturação etária do corpo de eleitores em duas décadas. A mudança altera o substrato demográfico sobre o qual qualquer leitura eleitoral se assenta.

Cenário partidário longitudinal
Trajetória das famílias partidárias

Reconstituição longitudinal do share das principais famílias partidárias ao longo de seis ciclos eleitorais. Permite distinguir tendência estrutural de oscilação conjuntural.

Matriz de transferência de voto
Transferência de voto entre ciclos

Modelagem do fluxo de voto entre famílias partidárias em ciclos sucessivos. Estima magnitude e direção dos deslocamentos sob restrição agregada.

Heatmap de clusters
Tipologia da seção eleitoral

Redução da heterogeneidade interna do município a um pequeno número de tipos interpretáveis de seção. Organiza o território em unidades comparáveis.

Relação emenda × voto
Investimento parlamentar × retorno eleitoral

Mensuração do retorno eleitoral por unidade de recurso parlamentar alocada. Quantifica eficiência de conversão por território e mandato.

Frentes analíticas

Quatro frentes articuladas sobre o mesmo painel.

Cada frente responde a uma classe distinta de pergunta. Operam de forma independente ou integrada, conforme o objeto de investigação.

L1

Evolução e projeção do eleitorado

Reconstrução da dinâmica de entrada, saída e reestruturação demográfica do eleitorado município a município. Projeções acompanhadas de medida explícita de incerteza.

Evolução do eleitorado
L2

Tipologia da seção eleitoral

Construção de uma tipologia mínima e estável da seção eleitoral a partir do perfil composto do território. Reduz a heterogeneidade interna do município a unidades interpretáveis e comparáveis entre cidades.

Cluster heatmap
L3

Capital político orgânico

Estimativa do desempenho eleitoral esperado dado o perfil socioeconômico do território. O desvio entre o observado e o esperado, quando persistente e estatisticamente significativo, é a assinatura de presença política não explicada pelo perfil — o que chamamos de capital orgânico.

Capital orgânico por cidade
L4

Reconstrução partidária longitudinal

Famílias partidárias consolidadas ao longo de seis ciclos eleitorais (continuidade jurídica e ideológica reconstituída caso a caso). Permite análise de tendência estrutural sem ruído de renomeações e fusões.

Cenário partidário

Síntese — leitura analítica por seção

A integração das quatro linhas produz, para cada seção, um painel sintético: tipo, perfil dominante, trajetória histórica do voto, magnitude e robustez do capital orgânico. É o objeto operacional de leitura territorial.

Mapa de voto regional
Estudo de caso

Quando a evidência quantitativa contradiz a intuição.

Caso ilustrativo, identidade preservada. Documenta como a análise sistemática levou a uma conclusão oposta à hipótese inicial — e o que isso ensina sobre o limite da intuição.

1

Hipótese inicial

Avaliação preliminar de três territórios candidatos a segunda cidade-âncora em uma microrregião. A leitura qualitativa convergia para a maior dentre as três — hipótese consistente com a literatura clássica de geografia eleitoral.

Mapa MG envelhecimento
Caracterização demográfica das cidades-foco. A reestruturação etária regional condiciona toda interpretação subsequente.
2

Procedimento

Aplicação das quatro frentes analíticas sobre toda a microrregião — 14 municípios, ~900 seções, 39 milhões de votos consolidados. Estimativa do desempenho esperado por território a partir do perfil socioeconômico, e diagnóstico do desvio entre observado e esperado município a município.

Capital orgânico por cidade
Distribuição do desvio observado × esperado por município. Desvios positivos persistentes indicam desempenho não explicado pelo perfil.
3

Achado

A cidade maior — a hipótese intuitiva — desempenha abaixo do esperado de forma persistente. Uma cidade menor exibe desvio positivo e robusto, com incerteza afastada do zero. O ordenamento por população é o oposto do ordenamento por capital orgânico.

Emenda × voto
Achado complementar: o retorno eleitoral por unidade de recurso parlamentar do principal mandato regional é baixo. Recursos elevados, conversão modesta.
4

Conclusão analítica

A integração dos quatro métodos forneceu uma leitura coerente e contraintuitiva do território. O caso ilustra um padrão recorrente em research eleitoral: a hierarquia visível por tamanho raramente coincide com a hierarquia subjacente por capital orgânico. Reconhecer essa defasagem é parte do trabalho.

Princípios metodológicos

O que sustenta o trabalho.

Compromissos não-negociáveis. Aplicam-se a todo objeto, independentemente do interlocutor ou do escopo.

01

Diagnóstico antes de conclusão

Nenhum achado é interpretado sem o exame prévio de suas premissas, estabilidade e sensibilidade a escolhas analíticas.

Na prática:
  • O diagnóstico é parte do resultado, não etapa anterior
  • Teste de sensibilidade a especificações alternativas
  • Quando o diagnóstico falha, o resultado não é publicado
  • A pergunta se ajusta ao que o dado responde

Ajustar a leitura ao dado, e não o dado à leitura desejada.

03

Reprodutibilidade integral

Todo achado é refazível do zero a partir de pipeline versionado. Não há resultado que dependa de etapa manual.

Na prática:
  • Pipeline de ponta a ponta sob controle de versão
  • Dicionário de variáveis com definição documentada
  • Resultados ancorados em código executável, não em planilha
  • Validação sistemática em períodos fora da amostra

O que não pode ser refeito não pode ser auditado — e o que não pode ser auditado, não é evidência.

Contato

Conversar sobre research eleitoral.

Interlocução técnica e colaborações com pesquisadores, partidos, mandatos e organizações com interesse no objeto. Conversa inicial sem compromisso.

MFM Eleitoral é a vertical eleitoral do MFM Research — research independente em comportamento agregado, com aplicações em hedge agroindustrial e dinâmica eleitoral.